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A TERAPIA É POR DEMAIS BOA PARA SER LIMITADA AOS DOENTES
Erving e Miriam Polster (Enviada por Dra. Márcia Hillebrand) - 20/03/2007

Se você perguntar para dez pessoas quem precisa fazer psicoterapia, ou consultar um psicólogo, é muito provável que nove lhe digam: “Quem está ficando louco!” E isso leva muitas pessoas a ter medo ou vergonha de consultar um psicoterapeuta. Porém, tudo isso é um preconceito, criado ao longo da história da psicoterapia.

A psicologia cuida, sim, de doenças mentais severas, mas qualquer pessoa que de alguma forma não esteja se sentindo feliz e não consiga mudar este quadro sozinha tem a indicação de buscar ajuda. Este auxílio pode ser por algum motivo específico, como um trauma, uma perda, um divórcio, medos diversos, ansiedades, compulsões, depressão, ou muitos outros sintomas incômodos, bem como para o auto-conhecimento. O Psicólogo não tem soluções mágicas, mas pode ajudar o cliente a encontrar novos caminhos, provavelmente menos tortuosos, para viver melhor.

A Gestalt-Terapia é uma das diversas abordagens em psicoterapia, assim como existe a psicanálise, a cognitivo-comportamental e outras. Tem como meta principal resgatar as potencialidades de cada pessoa, em sua singularidade, ajudando o cliente na ampliação da consciência de si mesmo e da forma como reage perante situações da sua atualidade. Através desta reflexão e sem os vícios dos pensamentos habituais, acreditamos que se abre espaço para novas formas de fazer contato com o mundo, com os problemas, com as pessoas, enfim, com aquilo que pode estar causando sofrimento. A Gestalt-Terapia entende os sintomas como a única forma encontrada, naquele momento da vida, para que o organismo tentasse se re-equilibrar perante alguma dificuldade de sua existência. Os sintomas que causam sofrimento tendem a desaparecer quando ouvimos o que eles têm a ensinar, reflexão que é função da psicoterapia.

Os processos psicoterapêuticos variam de acordo com a formação do profissional, o tipo de dificuldade enfrentada pelo cliente e sua idade. Com adultos e adolescentes tudo começa num primeiro encontro com o terapeuta onde é discutida a forma de tratamento mais adequada para o cada caso. No atendimento aos adolescentes os pais podem ou não serem incluídos no processo, opção que dependerá da avaliação do caso. Com crianças, o primeiro contato em geral é feito com os pais e depois com a criança, sendo que durante a psicoterapia, eventualmente, os pais também são atendidos para que recebam orientações e tragam informações. Em caso de clientes adultos, com sofrimentos mais severos e que tenham risco de vida, há a necessidade de envolver a família e um médico psiquiatra, por uma questão de proteção.

A psicoterapia geralmente ocorre em encontros semanais de uma hora de duração e pode levar de alguns encontros a meses de tratamento, dependendo de cada caso.

É uma questão ética manter em sigilo todos os dados dos clientes, bem como seus relatos, sendo que a evolução do tratamento está condicionada a empatia e confiança que se estabelece nesta relação de terapeuta /cliente.

Lembre sempre que saúde mental depende de qualidade de vida, lazer, afeto, trabalho, cuidados com o corpo, alimentação saudável, relações interpessoais satisfatórias e tudo que podemos esperar de bom.

Para mais informações sobre psicoterapia visite www.marciahillebrand.blogspot.com

 
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